Não é segredo que a chegada de um bebê na família requer várias preparações, tanto materiais, quanto emocionais, e uma delas é, sem dúvidas, saber quanto custa ter um filho e como se planejar financeiramente para realizar esse sonho.
Até porque, a gente sabe que entre as milhares de coisas que precisam ser pensadas para receber um recém-nascido, muitas vezes a organização do orçamento e o planejamento das finanças para os próximos anos acabam ficando em segundo plano.
E, infelizmente, esse é um descuido que pode acabar pesando significativamente na saúde financeira da família com o tempo, trazendo consequências bastante negativas para todos os envolvidos.
Mas, calma! Não estamos aqui para causar mais preocupação e ansiedade nesse momento tão delicado.
Pelo contrário, queremos que este conteúdo seja um guia descomplicado e positivo na sua jornada financeira como pai, mãe ou responsável legal. Garantindo não só as contas em dia, mas a possibilidade de sonhar com um futuro frutífero para toda a família.
Por isso, conte com o nosso apoio para deixar esse momento tão especial ainda mais seguro e tranquilo, sem estresses desnecessários e perrengues com dinheiro. Combinado?
Quanto custa ter um filho no Brasil?
Para começar, vamos te apresentar a um panorama geral de qual é o custo de ter um filho até os 18 anos. Afinal, apesar dos gastos iniciais com o bebê terem seu peso, você será financeiramente responsável pelo seu filho, no mínimo, até a maioridade dele.
Isso quer dizer que, ao longo de quase duas décadas, será necessário prever e incluir no orçamento gastos e investimentos para o desenvolvimento pleno, saudável e feliz do seu filho.
Uma pesquisa do Insper, com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que investigou quanto custa ter um filho no Brasil até os 18 anos, mostra que o valor pode variar entre R$ 239.000 e R$ 3.600.000. Dependendo de fatores como:
- Local de criação;
- classe social;
- padrão de vida;
- situação econômica do país.
Perceba que a média de custo varia bastante, e por isso mesmo, na pesquisa citada os gastos com a criação de um filho foram separados por classe social. Afinal, famílias com rendas diferentes têm valores bastante distintos disponíveis para a criação de um bebê, criança ou adolescente.
Olha só quanto custa ter um filho de acordo com cada classe social:
- Classe E (renda até R$3.018): cerca de R$ 239 mil.
- Classe D (renda entre R$ 3.018 e R$ 6.036): entre R$ 239.600 e R$ 479 mil.
- Classe C (renda entre R$ 6.036 e R$ 15.090): entre R$ 480 mil e R$ 1,2 milhão.
- Classe B (renda entre R$ 15.090 e R$ 30.180): entre R$ 1,2 milhão e R$ 2,4 milhões.
- Classe A (renda acima de R$ 30.180): A partir de R$ 3,6 milhões.
Quanto custa ter um filho por faixa etária
Outro fator que influencia muito quanto custa ter um filho por mês é a faixa etária da criança. Afinal, bebês, crianças pequenas, pré-adolescentes e adolescentes têm necessidades e níveis de autonomia bem diferentes.
O que significa que, na prática, vai sim haver momentos em que o valor destinado à criação dos filhos será maior ou menor dependendo da fase de vida em que ele está. Olha só algumas das principais despesas em cada faixa etária:
Primeiro ano de vida:
- Enxoval;
- plano de saúde;
- consultas pediátricas;
- fraldas;
- vacinas;
- utensílios para amamentação ou fórmula se for necessário;
- produtos de higiene;
- medicamentos.
2 a 3 anos:
- Alimentação;
- vacinas;
- brinquedos educativos;
- berçário ou creche.

4 aos 6 anos:
- Escola;
- babá;
- uniformes;
- material escolar;
- brinquedos;
- festinhas e presentes;
- atividades e passeios;
7 aos 17 anos:
- vestuário;
- transporte escolar;
- shows;
- cursos de idiomas;
- atividades esportivas;
- cursos extracurriculares;
- viagens;
- mesadas;
- curso pré-vestibular;
18 a 21 anos:
- universidade;
- livros e materiais de apoio;
- custos com transporte;
Quais são os períodos mais caros para criar um filho?
Essa pergunta depende de vários fatores, assim como quanto custa criar um filho até os 18 anos, já que condições como: classe social, estilo de vida, tipo de criação, etc. influenciam diretamente na resposta.
Porém, de modo geral, os dois períodos com maiores gastos na hora de criar um filho são o início da vida e os anos entre final da infância e a adolescência.
O início da vida, pois vem acompanhado de todos os gastos para receber o bebê, além dos itens essenciais para a rotina nessa faixa etária, que costumam ter um custo considerável. Aqui estamos falando desde o pré-natal, preparação de enxoval até fraldas, itens de higiene, vacinas, etc.
E depois, o início da adolescência também costuma ser custoso, em especial pelo investimento em educação (escola particular se for o caso, cursos extras, preparação para a faculdade, etc.) e outras necessidades pessoais e de saúde que surgem com essa idade.
Fique por dentro dos principais custos para ter um filho
Bem, já deu para perceber que o planejamento financeiro é essencial para não passar aperto quando falamos em quanto custa ter um filho, não é mesmo?
Para te ajudar com isso, listamos abaixo alguns dos principais investimentos que precisarão ser feitos ao longo da vida do seu filho.
Afinal, se preparar para o futuro não precisa ser um bicho de sete cabeças!
Primeiro ano de vida
Desde antes do nascimento da criança, já há uma série de gastos e investimentos que serão necessários. Por isso, junto com os primeiros meses de vida, esse é um dos períodos mais caros de ter um filho.
Esses gastos incluem: enxoval completo, novos móveis, possíveis adaptações necessárias na moradia (instalação de itens de segurança ou mudança para uma casa maior, por exemplo), plano de saúde, itens para amamentação ou fórmula, fraldas, etc.
Moradia
Como já pincelamos no tópico anterior ao mencionar adaptações na moradia, esse é um gasto que deve ser considerado no orçamento familiar. Afinal, um bom lar, que favoreça a saúde, segurança e bem-estar do seu filho, é essencial para o seu desenvolvimento.
Por isso, além dos gastos com aluguel ou financiamento, provavelmente será necessário investir em adaptações conforme a criança cresce. Seja para reformar um cômodo, trocar os móveis para se adequar a nova faixa etária ou instalar sistemas de segurança.
Alimentação
A alimentação é um gasto muitas vezes subestimado pela família, afinal quem nunca ouviu “onde come um, come dois”, e assim por diante? Porém, não levar em consideração seu peso no orçamento mensal pode trazer sérias consequências para o equilíbrio financeiro.
E se engana quem pensa que esse é uma questão “só pra depois”, afinal, se o bebê não puder se alimentar somente por meio da amamentação nos primeiros meses de vida, por exemplo, já será necessário a partir daí investir na compra de fórmulas.
Depois, com a introdução alimentar, você irá gastar consideravelmente com comida, até porque terá uma pessoa a mais se alimentando em casa, ainda que inicialmente ela consuma menos do que os adultos.
Nessa conta também entram lanches na escola, passeios em família, etc.
Saúde
Se você optar por um plano de saúde ou consultas particulares, precisa prever esses gastos no seu orçamento. Por outro lado, mesmo quem prefere utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS), que é gratuito, inevitavelmente terá pelo menos alguns gastos com a saúde e bem-estar da criança, seja para consultas com especialistas específicos, medicações que não sejam fornecidas de graça ou ainda alguma terapia ou acompanhamento.
Por isso, é importante se preparar para essas despesas, tanto incluindo no orçamento aquelas que você já sabe que terá, quanto guardando uma quantia na reserva de emergência para destinar a possíveis imprevistos com saúde.

Educação
Geralmente, os custos com educação costumam aumentar com a idade e eles incluem uma série de coisas como:
- mensalidades de escolas ou faculdades particulares, se for o caso;
- transporte;
- alimentação/lanches;
- material escolar;
- material didático;
- cursos de idiomas.
- cursos extracurriculares;
- cursinhos pré-vestibulares.
Lazer
Apesar de ser considerado um gasto “não essencial” dentro do orçamento familiar, o lazer ainda assim precisa ser considerado na hora do planejamento financeiro.
Isso porque é de extrema importância que as crianças e adolescentes tenham momentos de lazer para garantir seu desenvolvimento físico e psicológico pleno.
Porém, sempre vale ressaltar que, apesar deste ser um investimento necessário e que precisa, sim, ser colocado na ponta do lápis, isso não quer dizer que seja obrigatório gastar muito com isso.
Existem diversas opções de lazer mais em conta e até gratuitas que você e seu filho podem aproveitar, basta encontrar aquelas que façam sentido com o estilo de vida e realidade financeira da família.
Como se planejar para quanto custa ter um filho?
Agora que você já entende melhor quanto custa ter um filho, que tal descobrir como planejar as finanças para esse momento? Confira:
Faça um orçamento e organize as finanças
Até aqui, já deu para perceber que sem organização financeira as coisas podem ficar bem difíceis, né? Por isso mesmo, um dos primeiros passos é criar um orçamento (pessoal e familiar) para conseguir entender qual é sua realidade financeira do momento e como você pode adaptá-la para receber um filho.
Você pode aprender o passo a passo para criar um planejamento financeiro aqui!
Economize nas suas despesas
Depois de colocar todas as despesas e receitas no seu orçamento, é possível que você identifique pontos de melhoria em como você faz a gestão do seu dinheiro. Essa é a oportunidade perfeita para colocar em prática pequenas mudanças na sua rotina, hábitos de consumo, etc. que vão gerar uma maior economia no fim do mês.
Na prática, se após finalizar o orçamento, você identificar que tem gastado demais com delivery, por exemplo, uma ação de economia pode ser começar a cozinhar mais em casa.
Crie uma reserva generosa
Ter uma reserva generosa é uma dica de ouro para quem quer viver a alegria de ter um filho sem precisar abrir mão da estabilidade financeira.
Essa reserva não precisa ser única e pode ter vários objetivos, como por exemplo: guardar para a faculdade ou intercâmbio, preparar o enxoval dos bebês, mobiliar o quartinho, ter uma reserva de emergência, e assim por diante.
Com motivos e prazos distintos para fazer sua reserva (afinal, você precisará do dinheiro para o enxoval bem antes de se quer sonhar com seu filho na faculdade), é possível definir como juntar essa quantia e em quanto tempo.
Assim, você decide se vai criar uma poupança, investir o dinheiro, abrir uma previdência privada, etc. Você pode, inclusive, optar por diferentes formatos de guardar e render dinheiro para cada objetivo.
Planeje o futuro
Com os principais custos de ter um filho em mente, você pode ir além: que tal pensar no estilo de vida que planeja para a família, no tipo de criação que você pretende dar ao seu filho e quais investimentos você não quer abrir mão?
Traçando um plano, mesmo que provisório, você consegue se preparar para alcançar os seus sonhos e garantir uma vida confortável para toda a família!
Lembrando que todos os pontos desse planejamento podem e devem ser feitos em conjunto com seu parceiro ou parceira (se tiver um).
Primeiros preparativos
Ufa! Depois dessa leitura extensa, esperamos que você já se sinta um pouco mais preparado para a responsabilidade financeira que também é ter um filho.
Por isso, separamos agora algumas dicas para ter em mente na hora de pensar os primeiros preparativos para receber um bebê (para além do planejamento das finanças):
- Entenda os detalhes do seu plano de saúde e preveja os custos. Ter um bebê é caro, mesmo quando você tem um plano. Pesquise valores dos serviços de pré-natal, trabalho de parto e todas os demais gastos que virão em seguida.
- Planeje a licença maternidade / paternidade. Quanto tempo você e seu parceiro ou parceira (se for o caso) terão à disposição para se ausentar do trabalho? Serão licenças remuneradas? Converse com o empregador sobre as políticas da empresa e o que dizem as leis, nesses casos. Toda informação é importante nesse momento.
- Elabore um orçamento para o bebê. Depois de já ter uma noção dos gastos iniciais, faça as contas de como a sua renda será afetada nos próximos meses. Prepare uma lista de itens imprescindíveis para o bem-estar do bebê e ajuste seu orçamento de acordo.
- Recém-nascidos têm muitas despesas; portanto, defina um limite para as compras necessárias e considere adquirir itens de segunda mão para manter os gastos sob controle.
- Custos fixos como fraldas, cuidados infantis e alimentação mudarão seu perfil de despesas domésticas nos próximos anos. Por isso, aproveite tudo que leu até aqui e planeje-os durante a gravidez para não ter surpresas.
- Escolha um pediatra que seja coberto pelo seu plano de saúde. A primeira consulta médica do seu bebê ocorrerá na primeira semana de vida, portanto, decida previamente sobre o médico que irá atendê-lo. Converse com amigos e familiares para conseguir boas recomendações. Ligue para as clínicas locais e peça para conversar com um pediatra antes de marcar a consulta. Não tenha vergonha.
- Quando uma criança chega em nossas vidas, é fácil esquecer objetivos pessoais e planos de longo prazo. Porém, é importante seguir firme com as suas metas financeiras, e, mesmo que elas precisem ser adaptadas para a nova realidade, não abandone seu planejamento.
Dicas extras
- Divida o orçamento em três partes, correspondentes às fases iniciais do bebê: gravidez, primeiro ano e segundo ano de vida, com custos estimados para cada uma delas.
- Quanto mais cedo começar a poupar, melhor.
- Sempre pesquise preços e não tenha vergonha de negociar.
- À medida que a criança for crescendo, inclua a educação financeira como parte da rotina.
Agora é hora de tirar o planejamento do papel e embarcar nessa nova fase da sua vida. Aproveite cada momento!
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